sábado, 31 de dezembro de 2011

Parabéns pra você ♪


Lembro que há apenas dois anos minhas amigas tinham ciúmes. Elas reclamavam que a única pessoa que estava em meus pensamentos e palavras era você... E eu sabia que era exatamente daquele jeito. Porque eras magnífica para mim, magnífica em toda a sua inocência, sua beleza e sua amizade.
E eu te amei demais, não minto e nunca ousarei mentir sobre isso. Acho que ainda te amo depois de todo esse tempo de silêncio. Afinal, um amor tão forte não morre assim em tão pouco tempo.
As conversas no messenger que duravam horas, as minhas ligações de apenas cinco minutos, as promessas e desejos de um dia se encontrar e poder realizar todos os sonhos que sonhamos em conjunto, tudo ainda está em minhas lembranças. Seu belo rosto ainda está em minhas lembranças...
Tudo o que eu digo aqui e que já disse antes pode soar meio lésbico, mas não ligo. Eu te amo e não canso de dizer. Te amo, te amo pra sempre. Amo sua voz de criança, amo seu rosto lindo, amo cada defeito que tens. Amo seus cabelos, suas pequenas mãos. E te amo mais ainda porque fui a primeira pessoa a quem você dirigiu a frase "te amo" para alguém que não era de sua família. Te amo por causa de todos os sonhos que tive onde podia te tocar, segurar sua mão e te abraçar. Sonhos onde via seu sorriso e sorria por poder estar finalmente com você.
Hoje, 31/12, último dia do ano, se torna um dia extremamente especial. Hoje é seu aniversário. Dezoito anos, minha linda. Há somente quatro anos te conheci. E você mudou minha vida de um modo que nunca pensei que pudesse mudar. Eu te amo. Eternamente...


Você nem deve ter se tocado.
Que cada gesto seu, cada palavra sua...
Mexe com meus sentimentos...
Com a intensidade de um tufão.
Eu me sinto como um menino
Que se apaixonou pela primeira vez.
Os sentimentos crescem dentro de mim...
E estão prestes a transbordar.
(Oosaki Nana - Mangá Nana)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Confissões de uma amiga


Ela estava sozinha quando você apareceu. Sua vida era um completo caos e nada fazia sentido. Para ela, somente o tempo iria acabar com tudo de ruim que havia passado. Você deve tê-la salvado de algo. Bem, é pouco provável...
Ela sabe que não é a pessoa perfeita que você tanto esperou, mas é alguém que está lá para quando você precisar desabafar, alguém que faria qualquer coisa que estivesse ao alcance para ver um simples sorriso em seu rosto. Porque ela ama seu sorriso, mesmo que seja o mais discreto.
Ela também sofre quando você está sofrendo e extenua tudo o que você não consegue extenuar. Ela não é a pessoa certa, porque, afinal, pessoas certas não existem, somente há pessoas que aparecem nos momentos certos e nas horas certas. Será que para você ela não apareceu na hora certa?
Mas talvez ela esteja querendo matar esse sentimento. Dizem que é só focar nos defeitos da pessoa que se gosta, que você passa a odiá-la. Ela me disse que está fazendo isso e que te odeia. Mas que te odeia na mesma intensidade em que gosta de você... E ela não sabe mais o que fazer em relação a isso.
Eu sei que ela é especial. Ela vê nas pessoas o melhor de cada uma e mostra para os outros tudo o que encontra. Ela tem uma visão de mundo muito diferente das demais pessoas. Sinceramente, eu a admiro. Você devia admirá-la também. Mas admirá-la não pelo fato de ela ter algum sentimento por você e sim, por ver  em sua pessoa muito mais do que você próprio enxerga.
Quem ela é? Acho que isso é irrelevante. Talvez seja minha amiga ou meu alter ego ou os dois. Mas suas confissões, o que ela pensa, fala ou faz, são coisas que qualquer ser humano faria. Ou qualquer ser humano de alguns anos atrás. O mundo só quer enxergar beleza. E ela sempre vê além disso.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Falling


I've fallen out of favor and I've fallen from grace
Fallen out of trees and I've fallen on my face
Fallen out of taxis, out of windows too
Fell in your opinion when I fell in love with you

Sometimes I wish for falling, wish for the release
Wish for falling through the air to give me some relief
Because falling's not the problem, when I'm falling I'm at peace
It's only when I hit the ground it causes all the grief

This is a song for a scribbled-down name
And my love keeps writing again and again
This is a song for a scribbled-down name
And my love keeps writing again and again

And again and again and again and again
And again and again and again and again
And again and again and again and again
And again and again and again and again

I dance with myself, I drunk myself down
Found people to love, left people to drown
I'm not scared to jump, I'm not scared to fall
If there was nowhere to land I wouldn't be scared at all
At all
At all
Fall
Fall

Sometimes I wish for falling, wish for the release
Wish for falling through the air to give me some relief
Because falling's not the problem, when I'm falling I'm at peace
It's only when I hit the ground it causes all the grief



Florence And The Machine

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Devaneios


Sinto que as coisas serão estranhas a partir de agora. Tudo o que eu sempre vivi, a rotina que eu gostava, de encontrar os amigos na frente da escola ou nas salas de aula, isso tudo vai mudar.
As paixões inocentes, os amores de escola, tudo vai ficar para trás. Uma nova fase está começando para todos e ainda não me vejo longe de pessoas que se tornaram parte de mim. Não me vejo longe das brincadeiras, das broncas, das reclamações, das brigas, enfim, de tudo.
Sei que essas coisas ainda irão acontecer, mas não como agora, como nesse ano. Porque foram dias e mais dias confinados dentro de uma sala de aula estudando para o temido vestibular. Os resultados comomemorados conjuntamente. Os abraços, os beijos, as confissões, os problemas, as dúvidas, meu Deus! Não quero chorar, não quero deixar tudo isso pra trás, não quero nem pensar em esquecer tudo o que ocorreu.
Talvez seja somente o medo da nova fase que está para começar. Mas como disse, talvez. Só resta agora continuar conversando e encontrando com os amigos. Estar junto daqueles que realmente importam. É como diz Renato Russo "Temos nosso próprio tempo..."

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Karmas


Eu sou diferente.
Creio, pelo menos, que sou assim.
Não tenho certas frescuras que algumas meninas tem. Não fico toda hora arrumando o cabelo ou retocando a maquiagem. Não dou gritinhos ou ando como uma metida. Tenho -ou pelo menos tinha- mais amigos homens do que amigas mulheres e sempre tive um bom papo e assuntos diversificados. Como uma vez me disseram eu sei "falar e ouvir na hora certa". Engraçado é que o garoto que me disse isso se apaixonou por mim e eu, pelo melhor amigo dele.
Adoro filmes, livros, quadrinhos e muitas outras coisas que os garotos também gostam. Sou tão amiga quanto um cachorro -sim, mas somente na parte de estar com a pessoa quando precisa, sem piadinhas idiotas, ok?- mas também falo na cara quando vejo algumas merdas.
Meu karma é sempre gostar de quem não gosta de mim ou então, gostar de alguém que está há quilômetros de distância. Acho que acabei me acostumando com isso.
Não ligo para aparências e sempre procuro -e encontro- beleza nas pessoas que se dizem "feias". E me apaixono por elas. Opa! Mais um karma.
Realmente, um escritor qualquer acertou quando disse "Eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências...". Frase altamente explicativa. Porém, ao mesmo tempo, acabo por construir novos ciclos, me apaixonar mais uma vez por pessoas impossíveis e cair, esperando nunca chegar ao chão. Mas eu sempre chego e me machuco demais.
Verônica Heiss disse "Cansei de me apaixonar por olhos piedosos, de viver a espera de alguém que talvez nem exista [...]" e também concordo com ela. Acho que me apaixonar por olhos piedosos pode ser considerado mais um karma meu. Às vezes espero que alguém diga o que sente, que me faça carinho e roube um beijo, mas parece que os garotos tem certo receio de mim. Até hoje só tive um beijo roubado e bem, as coisas não deram certo.
Agora só me resta esperar alguém que não queira mudar nada em minha pessoa. É, vou sentar e esperar...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Consideração


-Sabe o que mais me deixa chateada? - perguntei transtornada.
Ela ficou calada, esperando minha resposta.
-Saber que eu sempre estive lá quando você precisou. Que te abracei e enxuguei suas lágrimas enquanto você se desmanchava em prantos. Eu estava lá quando você não aguentava mais sua vida e te impedi de fazer besteira. Eu te impedi de se matar!
Dei um sorriso sarcástico por causa do olhar pasmo que ela me lançava e, voltando a ficar séria, respirei fundo.
-Eu estava com você no seu aniversário e te fiz sorrir com minhas brincadeiras. Se você precisasse da minha presença, bastava uma mensagem e eu iria imediatamente te encontrar. Mas aí você encontrou uma criança para criar -diga-se "namorado"- e parece que esqueceu que existem outras pessoas no mundo. Parece que esqueceu que você tinha amigos. E sim, tinha no passado, porque sinceramente, eu não me considero mais sua amiga. Isso é o que mais me chateia: a simples falta de consideração para comigo.
Minha raiva era tanta, que virei de costas e fui embora.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Você


Você acorda e percebe que não deveria ter aberto os olhos naquela manhã. Sente que nada dará certo naquele dia em específico e tenta dormir novamente. Vã tentativa. Você se mexe na cama várias vezes até que desiste e levanta. O banheiro parece distante e escuro, mas você escancara a porta e, ligando a torneira, joga água no rosto tentando acordar completamente.
O dia, nublado, condiz com seu pensamento ao acordar, porém não adianta mais voltar para a cama. Você procura lutar com a vontade e então desce para tomar café. Ela não está mais lá para fazer seu café. Parado, olha para a cafeteira e lembra do sorriso que ela sempre lhe lançava, o sorriso mais lindo que vira em toda a sua existência. Mas em seguida, recorda das lágrimas que caiam dos olhos dela na última vez que a vira.
Balança a cabeça negativamente e faz seu café, descontente. Arruma-se para ir ao trabalho e sai com o carro. A rua está deserta mas você nem nota que não há nenhuma alma viva caminhando. Ninguém. E então, praticamente no meio do caminho, depois de quase meia hora de viagem, lembra que é feriado nacional e, portanto, não haverá expediente.
-Meu Deus... - murmura para si mesmo.
Você respira profundamente e retorna para casa, por outro caminho diferente. Era ela que estava em seu pensamento. Perdera-se no tempo completamente depois que ela se foi e só deixou lembranças. Recorda quando chegou em casa naquele dia e a viu retirando todas as coisas que lhe pertenciam do armário. O vestido vermelho, que você tanto censurou mas que adorava secretamente por contrastar com a pele branca e macia que ela tinha, jogado numa das malas. As lingeries que ela usava para lhe seduzir e que você amava tirá-las devagar nos momentos entre quatro paredes. E as lágrimas novamente.
Você sente vontade de chorar, entretanto contêm o anseio. Finalmente estaciona o carro em sua casa e, com má vontade, entra e se encaminha para seu quarto. A presença dela parece cada vez mais viva nos cantos de sua residência, mas você não consegue se desfazer de nada. Absolutamente nada.
Ao entrar, sua cama te chama veemente e, com extrema ânsia, você se joga, escondendo o rosto no travesseiro. Não conseguindo mais se segurar, chora como uma criança que acabara de perder o melhor doce de sua curta vida. Depois de muito tempo, desde que ela se fora, você se permite fazer isso, somente porque ela não está mais em sua rotina, em sua vida, onde você precisa...
Ainda chorando, você cai no sono, sentindo ainda mais a falta de sua mulher.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Eu também tenho um Sonho

"Eu tenho um sonho.
O sonho de tecnologias diferentes conversando em harmonia. Um futuro onde ninguém seja uma ilha. Onde as empresas usem o seu poder para nos dar poder.
Eu tenho um sonho que sejamos unidos e que milhões de corações possam se comunicar sem que isto custe nada além do querer.
Eu tenho um sonho
."

Esse texto é do comercial da Claro, Net e Embratel e ele me tocou de maneira muito intensa. O jeito como esse homem falou me fez perceber que os sonhos, por mais simples que sejam, são muito valiosos. Porque sonhos podem sim se realizar. Porque você não tem que ligar se as pessoas te dizem que nunca vai dar certo, é só acreditar e ir à luta. Porque se alguém que você ama demais destrói algum sonho, você tem que reerguê-lo, por mais complicado que pareça. Porque, no fim, todos os sonhos serão realizados. Todos os sonhos realmente importantes. Então você percebe que sua vida se torna melhor. Novos sonhos surgem e você deseja mais uma vez que eles se realizem.
Eu também tenho um sonho.
O sonho de viver num mundo onde as pessoas deixam de ser mesquinhas e ignorantes, e veem o melhor de cada um, independente de aparências. Onde os governantes de cada país possam ter o cuidado de preservar o mundo em que vivem, pois não são somente eles que habitam aqui.
O sonho de acordar de manhã cedo e ver que descobriram a cura para o câncer ou a AIDS e que ela seria dada de graça a quem quisesse. Sonho onde as pessoas seriam gentis com crianças e idosos, respeitando-os não porque está escrito em lei, mas porque sabe que isso é um dever como pessoa educada e bem instruída.
E muitos outros sonhos, que não dariam em tão poucos caracteres e em tão pouco tempo para escrevê-los.
São meus sonhos para esse mundo, sonhos que podem sim se realizar se cada um de nós quiser.



domingo, 25 de setembro de 2011

Minha Diva


Qualquer semelhança com o livro "Diva" de José de Alencar não é coincidência (risos). Esse texto foi escrito em 2006 durante minha aula de redação e me inspirei nesse romance, que é meu preferido desse autor.



Mila tratava-me muito mal.
Não fazia idéia do porquê, mas nem queria saber, pois senão sofreria mais. Eu sentia uma dor, mas não era dor que domente dói; era dor que dói, que arde, que não tem cura, que nunca sara.
Na festa na casa dos Souza, ela apareceu, mas logo que me viu foi embora. Antes, veio falar-me com arrogância e, por incrível que pareça, não me espantei. ela já havia me tratado muito, mais muito pior.
Convidei-lhe para dançar, queria tocar-lhe, sentir seu cheiro, sentir seu corpo... Ela olhou-me com um olhar de desprezo, do alto de seu pedestal, e foi-se embora sem responder-me. Paulo ainda ficou na festa, perguntei-lhe por que Mila agia dessa forma, mas nem ele sabia me responder. Disse-me para ter calma, mas calma era o que eu menos tinha...
Não sabia o que fazer. Estava tão apaixonado que não tinha sono e nem fome. A única coisa que me alimentava era esse amor doentio e impossível. Todas as noites em claro, serviam-me para refletir e pensar em tudo que estava acontecendo, contudo nunca chegava em uma conclusão concreta.
Por mais que eu tentasse esquecê-la, por mais que eu tentasse olhar para outras mulheres, eu não conseguia. Acho que esse era o meu castigo pelo erro de amá-la e desejá-la demasiadamente...

sábado, 2 de julho de 2011

Pudor


Estava andando na rua agora a pouco e vi uma mulher com um enorme decote, e por onde ela passava, os homens não tiravam os olhos. Então me perguntei "Por que as mulheres estão tão depravadas hoje em dia?".
Decotes, saias curtas, calças justas, maquiagem exagerada é o que quase todas usam e abusam. Quase porque eu não consigo ser assim. Acho que se uma mulher quer conquistar um homem tem que ser pelo que ela é e não pelo que aparenta ser, sendo que isso pra muita gente parece ser ultrapassado. Mas não é...
Por exemplo, se uma mulher tentar conquistar um homem mostrando tudo o que tem, com o tempo vai ficar sem graça pra ele -a não ser que ele esteja muito apaixonado mesmo. E se ela tentar conquistar pelo que é, tenho certeza absoluta que ele vai gostar da mulher e ficar fascinado. Afinal, se uma mulher demorar pra mostrar o que tem, ele vai ficar cada vez mais na expectativa.
Eu adoraria que o mundo fosse como antes, onde as mulheres se vestiam de maneira adequada e bonita, pena que a mulher do século XXI pensa diferente de mim. Resumindo como eu penso: sem depravação.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Menina Perdida



Não lembro muito bem de como tudo aconteceu.
Lembro-me de estar lá naquele mesmo local onde eu ficava todas as quintas, onde eu sempre me encostava na mesma árvore frondosa, cujo fruto eu não gostava muito, mas que somente ficava lá, porque aquele era seu fruto favorito.
Lembro-me de segurar sua mão, enquanto conversávamos sobre coisas inúteis, coisas que remetiam ao nosso passado, que me faziam sentir felicidade.
Lembro-me de olhar no fundo dos seus olhos enquanto eu pedia veemente que me beijasse, mas você não percebia o meu pedido, e acariciava meu rosto de uma maneira que só você conseguia fazer.
Você tinha um poder sobre mim, que me deixava vulnerável... E eu não podia fazer absolutamente nada para te deter, porque eu queria aquele poder sobre mim, queria você dominando minha mente.
Você levantou e me puxou junto. Ficamos de pé e quando percebi, estava de encontro ao teu peito. Teu cheiro delicioso invadiu minhas narinas e embaçou minha mente, fazendo com que eu não pensasse em absolutamente mais nada.
Teu queixo se apoiou em minha cabeça e você respirou fundo, relaxando os músculos enrijecidos. Percebi que algo estava errado, mas você pra disfarçar minha percepção, começou a beijar minha testa, meus olhos, meu nariz, meu queixo... De maneira leve e graciosa... Da maneira que só você sabia fazer.
Até que nossos olhos se encontraram e eu senti algo escorrer pela minha bochecha. Era uma lágrima. Levantei minha mão até meu rosto e percebi que aquela lágrima não era minha. Olhei-te novamente e te vi chorando. Tua lágrima foi até minha boca e eu senti um gosto adocicado em meus lábios.
Aquela era a despedida. Nem sei o que me doeu mais: te ver chorando ou ouvir o que me dissestes. Ias embora... Para sempre... O desespero bateu instantaneamente e as lágrimas que brotaram dos meus olhos começaram a rolar. Incontroláveis.
Você pediu silêncio com um chiado e depois pediu calma. Mais eu não consegui me acalmar. Até que você me beijou. Nosso primeiro e último beijo. As lágrimas que brotavam, em nossos rostos se misturaram, selando um pacto de amor.
Esperei tanto tempo por aquele beijo, mas não naquelas circunstâncias...
E quando você se afastou, e me olhou de novo eu vi o quanto me amavas. Aos poucos te separastes de mim, afastando-me delicadamente pra não me machucar mais do que já estava machucada. Beijar-tes meus olhos novamente, fazendo com que os fechasse.
E quando dei por mim, o lugar onde suas mãos estavam esfriou. Sua boca já não tocava mais a pele de meu rosto. Seu queixo já não pousava no topo de minha cabeça. E você já estava longe de mim, correndo por aquela trilha no bosque, sem olhar para trás nenhuma vez. Sem ver que eu estava perdida.
Sem ver que eu era somente uma menina perdida sem você...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Culpa de quem?


Estou cansada.
Cansada de ver coisas que não queria ver, ouvir coisas que não queria ouvir e, principalmente, sentir coisas que não queria sentir nunca. Simples. Só cansada...
Hoje foi a verdade que cansou de bater insistentemente na minha porta e pulou a janela. Eu sei que ela sempre esteve lá, mas eu recusava percebê-la. Talvez por achar que enquanto eu a ignorasse, a dor não seria tão grande... E realmente não foi. Mas agora que a ficha caiu, que vi que não posso controlar as coisas ao meu redor, doeu mais que o normal. Estou farta da dor.
É tudo culpa de uma pessoa... Eu queria que ele parasse de se preocupar comigo, que parasse de perguntar onde eu estou e parasse de tentar controlar e investigar a minha vida tentando descobrir o motivo da minha tristeza. Porque dói saber que ele se "preocupa". Só porque as respostas que ele joga na minha cara sempre são a mais pura verdade, por mais que eu também diga algumas verdades... Mas ele não se machuca, pois nunca teve algum sentimento forte por mim, ao contrário dos meus sentimentos por ele.
E mal sabe que o motivo da minha tristeza, das minhas lágrimas derramadas no banheiro da escola ou no meu travesseiro em casa são por causa dele... São porque ele disse que não ia me machucar, mas está me machucando demais; porque me fez uma promessa e agora ela está quase sendo quebrada, se já não foi; porque ele disse "Eu gosto de você" e era mentira... E eu não compreendo porque tenho que passar por tudo isso novamente...
Não preciso de mais palavras de força ou de julgamento. Eu só precisava desabafar.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lembranças




Eu sempre me pergunto por quê temos que lembrar de coisas ruins. Ou por quê essas lembranças doem tanto.
Hoje vindo pra escola eu vi uma pessoa que me fez muito feliz, mas eu me senti triste porque a amei demais... E daí as lembranças surgiram na minha mente. Coisas magnificas que fiz com ela, coisas que nem tem como esquecer, ou tentar esquecer porque eu já tentei e não consegui. São músicas, bandas, estilos, vozes, gostos extremamente iguais... Mas depois veio a parte triste... E a música, a banda, o estilo e a voz que tocava no momento não contribuiu muito.
Eu sei que temos que tirar bom proveito dessas coisas, mas quando algo que um dia foi bom e que agora é ruim vem à tona não é fácil segurar. Eu queria ser mais forte pra suportar essas coisas, suportar ver essa mesma história se repetir com outra pessoa que eu julgava ser diferente... Mas eu não sou, e por isso acabo chorando e fazendo posts emotivos demais como esse.
Eu quero abrir os olhos e não ver mais essas coisas que me deixam tão mal. Quero abrir os olhos e sorrir, mas em vez do sorriso a lágrima está lá... Odeio lembrar de coisas ruins. Não iria ser perfeito se só lembrássemos das coisas boas e abríssemos um sorriso com isso?

I came here with a load
(Eu cheguei aqui com um fardo)
And it feels so much lighter
(E ele parece tão mais leve)
Now I've met you
(Agora que eu te encontrei)
Green Eyes - Coldplay



quarta-feira, 1 de junho de 2011

Montanha Violeta



"Was a long and dark December
From the rooftops I remember
There was snow white snow

Clearly I remember
From the windows they were watching
While we froze down below

When the future's architectured
By a carnival of idiots on show
You'd better lie low

If you love me
Won't you let me know?

Was a long and dark December
When the banks became cathedrals
And the fox became God

Priests clutched onto bibles
Hollowed out to fit their rifles
And a cross held aloft

Bury me in armour
When I'm dead and hit the ground
My nerves are poles that unfroze

And If you love me
Won't you let me know?

I don't want to be a soldier
With the captain of some sinking ship
With stow, far below

So if you love me
Why'd you let me go?

I took my love down to violet hill
There we sat in snow
All that time she was silent still
Said if you love me won't you let me know? 
If you love me won't you let me know?" 



terça-feira, 31 de maio de 2011

Por que Mentias?


"Por que Mentias?" é um poema de Álvares de Azevedo, da segunda geração romântica. Esse poema é o mais lindo que eu já li, e sem dúvida irá abrir meu blog e dar nome ao mesmo. Espero que esse blog dure o que acho pouco provável, mas sei lá né. Agradeço aos que leem e que pensam em acompanhar.


Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e se minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?

Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?

Sabe Deus se te amei! sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!

Vê minha palidez - a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito! Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?