sábado, 27 de abril de 2013

Âmbar - Capítulo 10.1 - Extra Thiago


Quando meu pai disse que iríamos nos mudar porque ele havia sido promovido, eu realmente fiquei chateado. Passei a noite toda pensando nas pessoas que deixaria para trás e Diana praticamente reinou em minha mente. Meu coração saltava com sua simples visão, então fui convencido de que finalmente me apaixonara perdidamente por ela, mas que por obra do destino, não ficaríamos juntos. Para completar, tinha quase certeza de que ela também sentia algo por mim, mas que não admitia por certo receio quanto a minha fama de “pegador” em praticamente toda a cidade. Justamente eu, que achava que não encontraria a garota certa, e ela sempre esteve ao meu lado sendo minha melhor amiga.
Apesar de tudo, eu precisava contar o que sentia e decidi fazer isso durante um jantar bem romântico. Consegui o local com um amigo e tudo estava certo para minha última noite na cidade. E quando vi a expressão  de surpresa e felicidade no rosto de Diana, toda a minha vida valeu a pena. Desde quando fora buscá-la em casa e a vira de vestido e maquiada, que estava extasiado com tanta beleza.
Após o jantar e meu discurso sobre como acabara me apaixonando, resolvi dar uma de cavalheiro e me ajoelhei ao lado de Diana para dar-lhe minha pedra de Âmbar. Seu rosto lindo mostrando surpresa com o presente. Ela era tão especial pra mim que qualquer expressão em sua face me deixava em alerta, mesmo se fosse por causa de alguma brincadeira idiota minha. Diana era a melhor pessoa que aparecera em minha vida, minha melhor amiga, meu grande amor.
E a despedida foi terrível. Não consegui dizer nada do que realmente queria, todas as palavras em minha mente totalmente prontas, mas o nó que se formou em minha garganta me impediu de dizê-las. Só consegui dizer que a amava. Passei a viagem toda calado e segurando o choro, e quando meus pais tentavam puxar algum assunto, eu sempre respondia com monossílabos.
Seis meses depois da despedida, resolvi que não iria mais aguentar ignorá-la como estava fazendo e que voltaria para a cidade a qualquer custo. Falei com meus pais e arrumei as malas, pois ficaria na casa de meu primo por tempo indeterminado. Mal havia chegado lá, quando a campainha tocou e Felipe foi atender. Fui atrás dele e vi Diana, a melhor visão de minha vida. Ela estava com o cabelo solto, o rosto sem maquiagem, se possível mais bonita do que quando fui embora. Meu coração quase saiu pela boca. Devo ter falado alguma coisa, mas só me lembro de me apressar para senti-la contra meu peito. Eu simplesmente a amava demais.
Para matar as saudades, resolvi andar com ela pelas ruas e colocar o assunto em dia. Corremos até a praia, como no tempo em que não tínhamos nenhuma preocupação e a deixei ganhar a corrida. Ela estava estranha desde quando saímos da casa de meu primo, achei que era ainda a surpresa de me reencontrar, mas quando vi seu sorriso sumir num piscar de olhos, de algum modo eu soube que havia muita coisa para me contar. E quando ela começou a falar, fiquei instantaneamente estático.
Felipe, filho da mãe!