segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Agosto


Talvez o seu silêncio seja a minha redenção. O fim de uma história que nem ao menos deveria ter iniciado. Talvez eu diga que está tudo bem e aos poucos me afaste, porque eu sou frouxa e sei que não conseguirei ficar calada se algum dia voltares a falar comigo. Mas sei que devia te ignorar, fingir que não existe, porque, meu bem, a ficha finalmente caiu e eu percebi que sou uma mera segunda opção pra você. Sempre fui. Eu, que sempre tentei me valorizar, mas que nunca encontrei um cara que fizesse meu amor valer a pena. Fui bem idiota com relação a você, agora eu percebo isso...
Nossa saideira foi um beijo na bochecha e um abraço apertado naquele ponto de ônibus deserto, depois de tantas confissões, beijos e carícias trocadas. Aquele era o fim e eu realmente percebi enquanto voltava pra casa, só não sabia ainda o que era aquela sensação escrota dentro do peito. Mas é como disse Leo Fressato certa vez: “Beije-me com gosto ou deixe-me antes de agosto”. E, querido, agosto acabou de começar.

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